sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Stomcloak vs Imperial (Skyrim)



A assassina é bretã e se juntou aos Stormcloaks porque ela já tinha matado o Imperador mesmo.
A maga é uma High Elf que está disposta a ser um exemplo de que elfos e humanos podem se dar bem ao reconhecer a superioridade moral dos elfos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Capítulo 8 - Mentes corruptas (O Deolacrum)

No extremo sul do continente de Statera erguiam-se enormes rochas disformes por quilômetros até o mar, formando ilhas com seus picos. Essas cadeias de canyons foram nomeadas de Vale Rochoso. A região foi formada quando Réphina terraplanou um extenso território de cerca de 600 quilômetros entre as planícies do império de Bahamn ao leste, a região montanhosa de Krasnyy ao oeste e as florestas do reino de Tordek ao norte. Tal feito datava milênios e o território circundante ao castelo do Rochedo da deusa da terra era um amontoado de construções de pedra erguidas umas sobre as outras por geomantes testando suas habilidades. Tal lugar passou a ser conhecido como Reinos Fantasmas e era um infindável labirinto de várias camadas habitado por seres monstruosos e demônios nas regiões do sul, próximas ao Vale Rochoso.
A deusa da terra vivia em constante trânsito entre seu castelo e a capital das Nove Cidades, de modo que era mais comum vê-la na cidade de Tordek do que nos Reinos Fantasmas. Encontrar representantes dos Moldadores tão para o sul também era bastante raro, contudo as forças em conflito, império ou rebeldes, não arriscavam entrar nos domínios de Réphina e atrair a ira da pequena deusa. Ela que constantemente mostrava sua insatisfação com aquela guerra pelo controle do terreno mais rico em pedras de Aliir de Statera.
Outrora, como forma de nivelar o conflito, Réphina havia se posto ao lado do império para reaver o território perdido após a traição do lorde mais influente da região, conde Vladimir Nepravil, mais tarde apelidado como Rei Dragão. Isso porque Derea havia reconhecido a independência do Reino de Krasnyy e cedido alguns de seus servos à causa do novo governo. Réphina sabia que sua filha estava ironicamente “pondo lenha na fogueira” ao incentivar aquela guerra e se sentiu responsável. Entretanto ela nunca teve muita paciência com os mesquinhos atritos humanos e, quando o império começou a se aproveitar do nome da deusa da terra, ela perdeu o interesse por aquela questão, decretando a proibição de seu território a ambos os lados. Não havia pessoa nascida em Statera que não conhecesse as histórias da prisão do castelo do Rochedo, para onde iam os que ousavam desrespeitar a pequena deusa, assim como sobre seus prisioneiros milenares, não menos que alguns dos mais poderosos seres que carregavam o título de “deuses caídos”.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Uma forma de se importar



O gerente foi recebido na loja Empório da Festa com energia. Todos os funcionários saudaram de bom humor quando viram que Caio voltara das férias em plena quarta-feira. Ele aspirou o ar sempre perfumado do lugar com sentimento de volta ao lar. Caio adorava trabalhar ali.
- Achei que só ia chegar na segunda que vem - gritou a bonita mulher de cabelos rosa atrás do grande balcão no fundo da loja.
- Sabia que a surpresa iria encher seus coraçãozinhos de alegria! - Caio piscou para ela, formando um coração com as mãos e o movendo como que batesse em seu peito.
Todos riram e Verônica fez que não com a cabeça. Ambos tinham alguns anos antes dos 30 e eram amigos desde que se conheceram naquela loja.
Caio foi para o vestiário masculino e colocou seu uniforme branco com detalhes em verde, com seu nome bordado no peito e o símbolo da loja de presentes. Ao retornar à loja, viu um rosto conhecido em frente ao balcão. O homem em roupas sociais ajeitava um montinho de papeis para colocar dentro de sua maleta. Tinha o rosto cansado e olhar distante, como sempre.
- Shade! - Caio o cumprimentou - Quem é vivo sempre aparece!
- Ah, e aí? - Shade lhe deu um sorriso triste - Só recolhendo algumas notas. Voltou das férias, é?
- Sabe como é - Caio levou a mão ao queixo, fazendo pose de séria reflexão - Minha simples presença aqui parece fazer nosso lucro subir.
- Não tem como negar - ele riu - Vi algumas velhinhas passarem dando um suspiro de saudade para loja.
- Anda fazendo alguma coisa interessante? - Caio apertou os olhos para ele - Conheceu alguma garota interessante?
- Só o de sempre - Shade terminou de guardar suas coisas - Nada de interessante…
- Ok - disse Caio, decepcionado - Seu aniversário é nesse sábado, né?
- É? - o outro riu, levemente sem jeito - Acho que sim. Como você lembra dessas coisas?
- Tsc tsc - Caio balançou a cabeça em reprovação, então martelou as palavras no balcão com o nó do dedo - Vamos festejar essa sexta, pra comemorar desde o primeiro segundo.
- Eu não acho que…
- Tem coisa melhor pra fazer? Duvido muito - Caio piscou para o amigo - Vou arranjar algumas companhias de verdade. Eu te aviso quando decidir o lugar, ok?
- Ok.
Eles se despediram e Caio observou enquanto Shade ia embora. Sentiu que estava ignorando alguma coisa e de repente percebeu olhos o observando. Olhou lentamente para a direita e viu um rosto de boneca em tamanho real o fitar com desinteresse mórbido. Uma garota de cabelo branco e mechas verdes o encarava com monotonia, sentada em uma cadeira atrás do balcão, no caixa mais próximo da parede. Não tinha como ela ter passado por ele sem ele notar, ainda mais estando tão perto.
- D-de onde você saiu? - Caio sorriu, perplexo.