A pequena luz de Erika encontrou-os no fundo do poço. Revelou um ambiente circular de cerca de 20 metros de diâmetro, com algumas pilhas de pedra recostadas para dois lados formando uma espécie de trilha entre elas. Levava de um buraco escavado na parede, de um lado, a uma porta dupla de pedra meia aberta, do outro. John olhava em volta enquanto Erika se concentrava em respirar devagar, de olhos fechados e sentada num bloco de pedra. Um aeromante, pensou com o coração pulsando forte. Passado o pânico, sentia a raiva crescer. Quando ele fez os dois despencarem ela repeliu com ferocidade a vontade de gritar, agarrando-se com força ao amigo. Caíram por não mais que dois segundos, quando uma ventania os envolveu e os desacelerou. Um maldito aeromante. Escreveria aquilo em seu relatório com satisfação doentia.
- Você tinha razão - a voz de John ressoou pelo ar frio e úmido, ele indicou o túnel escavado - Havia outro caminho.
Ela lhe deu um olhar de ódio palpável que ele respondeu com um sorriso brincalhão. A luminomante levantou, conduzindo sua luz para a porta de pedra sem dizer palavra. John a seguiu e entraram em um aposento quadrado, não muito grande, com dois corredores opostos entre si nas paredes laterais. O inseto brilhante iluminou a sala com facilidade, revelando um bloco entalhado de pedra na parede a frente deles. Uma cabeça mumificada de pele enegrecida os encarava com olhos brancos desprovidos de pálpebras e um sorriso de pele repuxada.
- Oh ho - fez John.
